04/06/2009

Distribuição da água no planeta.....


Dois terços da população mundial irão debater-se com falta de água dentro de menos de 20 anos, se as atuais tendências das alterações climáticas, do crescimento populacional, da migração das zonas rurais para os centros urbanos e do consumo se mantiverem, advertiu, a Vice-Secretária-Geral das Nações Unidas, Asha-Rose Migiro.
Falando num simpósio de alto nível sobre a segurança da água, realizado na Sede das Nações Unidas, Asha-Rose Migiro disse que "se as atuais tendências se mantiverem, em 2025 haverá 1,8 mil milhões de pessoas a viver em países ou regiões afetadas pelas escassez de água, e dois terços da população mundial poderão estar a sofrer os efeitos do stress hídrico".
"A falta de água segura e de saneamento está indissoluvelmente ligada à pobreza e à desnutrição, especialmente entre as pessoas pobres do mundo", disse Asha-Rose Migiro,
No entanto, hoje, cerca de 900 milhões de pessoas continuam a depender do abastecimento, sem melhoramentos, de água para consumo e a não dispor de melhores serviços de saneamento".
Se não forem adotadas medidas urgentes, o conflito entre a oferta e a procura de água deverá agravar-se, disse a Vice-Secretária-Geral aos participantes, entre os quais se incluíam, peritos das Nações Unidas e dos Estados-Membros, bem como representantes das comunidades médica, científica e académica e de organizações não governamentais (ONG).
"Ao estabelecer o Objetivo de Desenvolvimento do Milénio de reduzir para metade, até 2015, o número de pessoas sem acesso a água potável e a saneamento básico, a ONU desafiou a comunidade internacional a cooperar entre si com vista a melhorar as condições existentes", acrescentou.
O simpósio visa identificar vulnerabilidades e ameaças específicas à segurança da água a nível mundial e propor soluções práticas para a protecção e preservação dos recursos hídricos.
Asha-Rose Migiro observou que a agricultura consome aproximadamente três quartos das reservas de água do mundo e que, na África, esta proporção se aproxima dos 90%.
"Mais de 1,4 mil milhões de pessoas vivem em bacias hidrográficas onde a sua utilização da água excede os níveis mínimos de recarga, conduzindo à seca dos rios e à depreção das águas subterrâneas", acrescentou.
A Vice-Secretária-Geral frisou que alcançar a segurança da água implica uma gestão mais eficaz dos recursos hídricos e conduz ao reforço da segurança alimentar, através de uma distribuição mais equitativa da água utilizada na agricultura e na produção de alimentos.
"Significa assegurar a integridade dos ecossistemas e promover a colaboração pacífica na partilha dos recursos hídricos, especialmente no caso de recursos fronteiriços e transfronteiriços".

(Baseado numa notícia divulgada pelo Centro de Notícias da ONU a 5/02/2009)

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