05/06/2009

A ÁGUA DOCE NO BRASIL!

Disponibilidade e distribuição de água doce e limpa.
Embora o Brasil seja o primeiro país em disponibilidade hídrica em rios do mundo, a poluição e o uso inadequado comprometem esse recurso em várias regiões do País.
O Brasil concentra em torno de 12% da água doce do mundo disponível em rios e abriga o maior rio em extensão e volume do Planeta, o Amazonas. Além disso, mais de 90% do território brasileiro recebe chuvas abundantes durante o ano e as condições climáticas e geológicas propiciam a formação de uma extensa e densa rede de rios, com exceção do Semi-Árido, onde os rios são pobres e temporários. Essa água, no entanto, é distribuída de forma irregular, apesar da abundância em termos gerais. A Amazônia, onde estão as mais baixas concentrações populacionais, possui 78% da água superficial. Enquanto isso, no Sudeste, essa relação se inverte: a maior concentração populacional do País tem disponíveis 6% do total da água.
Mesmo na área de incidência do Semi-Árido (10% do território brasileiro; quase metade dos estados do Nordeste), não existe uma região homogênea. Há diversos pontos onde a água é permanente, indicando que existem opções para solucionar problemas socioambientais atribuídos à seca.
Qualidade comprometida
A água limpa está cada vez mais rara na Zona Costeira e a água de beber cada vez mais cara. Essa situação resulta da forma como a água disponível vem sendo usada: com desperdício - que chega entre 50% e 70% nas cidades -, e sem muitos cuidados com a qualidade. Assim, parte da água no Brasil já perdeu a característica de recurso natural renovável (principalmente nas áreas densamente povoadas), em razão de processos de urbanização, industrialização e produção agrícola, que são incentivados, mas pouco estruturados em termos de preservação ambiental e da água.
Nas cidades, os problemas de abastecimento estão diretamente relacionados ao crescimento da demanda, ao desperdício e à urbanização descontrolada – que atinge regiões de mananciais. Na zona rural, os recursos hídricos também são explorados de forma irregular, além de parte da vegetação protetora da bacia (mata ciliar) ser destruída para a realização de atividades como agricultura e pecuária. Não raramente, os agrotóxicos e dejetos utilizados nessas atividades também acabam por poluir a água. A baixa eficiência das empresas de abastecimento se associa ao quadro de poluição: as perdas na rede de distribuição por roubos e vazamentos atingem entre 40% e 60%, além de 64% das empresas não coletarem o esgoto gerado. O saneamento básico não é implementado de forma adequada, já que 90% dos esgotos domésticos e 70% dos afluentes industriais são jogados sem tratamento nos rios, açudes e águas litorâneas, o que tem gerado um nível de degradação nunca imaginado.
Alternativas
A água disponível no território brasileiro é suficiente para as necessidades do País, apesar da degradação. Seria necessário, então, mais consciência por parte da população no uso da água e, por parte do governo, um maior cuidado com a questão do saneamento e abastecimento. Por exemplo, 90% das atividades modernas poderiam ser realizadas com água de reuso. Além de diminuir a pressão sobre a demanda, o custo dessa água é pelo menos 50% menor do que o preço da água fornecida pelas companhias de saneamento, porque não precisa passar por tratamento. Apesar de não ser própria para consumo humano, poderia ser usada, entre outras atividades, nas indústrias, na lavagem de áreas públicas e nas descargas sanitárias de condomínios. Além disso, as novas construções – casas, prédios, complexos industriais – poderiam incorporar sistemas de aproveitamento da água da chuva, para os usos gerais que não o consumo humano.
Após a Rio-92, especialistas observaram que as diretrizes e propostas para a preservação da água não avançaram muito e redigiram a Carta das águas doces no Brasil. Entre os tópicos abordados, ressaltam a importância de reverter o quadro de poluição, planejar o uso de forma sustentável com base na Agenda 21 e investir na capacitação técnica em recursos hídricos, saneamento e meio ambiente, além de viabilizar tecnologias apropriadas para as particularidades de cada região.
Fonte:Originalmente publicado no Almanaque Brasil Socioambiental.

04/06/2009

Distribuição da água no planeta.....


Dois terços da população mundial irão debater-se com falta de água dentro de menos de 20 anos, se as atuais tendências das alterações climáticas, do crescimento populacional, da migração das zonas rurais para os centros urbanos e do consumo se mantiverem, advertiu, a Vice-Secretária-Geral das Nações Unidas, Asha-Rose Migiro.
Falando num simpósio de alto nível sobre a segurança da água, realizado na Sede das Nações Unidas, Asha-Rose Migiro disse que "se as atuais tendências se mantiverem, em 2025 haverá 1,8 mil milhões de pessoas a viver em países ou regiões afetadas pelas escassez de água, e dois terços da população mundial poderão estar a sofrer os efeitos do stress hídrico".
"A falta de água segura e de saneamento está indissoluvelmente ligada à pobreza e à desnutrição, especialmente entre as pessoas pobres do mundo", disse Asha-Rose Migiro,
No entanto, hoje, cerca de 900 milhões de pessoas continuam a depender do abastecimento, sem melhoramentos, de água para consumo e a não dispor de melhores serviços de saneamento".
Se não forem adotadas medidas urgentes, o conflito entre a oferta e a procura de água deverá agravar-se, disse a Vice-Secretária-Geral aos participantes, entre os quais se incluíam, peritos das Nações Unidas e dos Estados-Membros, bem como representantes das comunidades médica, científica e académica e de organizações não governamentais (ONG).
"Ao estabelecer o Objetivo de Desenvolvimento do Milénio de reduzir para metade, até 2015, o número de pessoas sem acesso a água potável e a saneamento básico, a ONU desafiou a comunidade internacional a cooperar entre si com vista a melhorar as condições existentes", acrescentou.
O simpósio visa identificar vulnerabilidades e ameaças específicas à segurança da água a nível mundial e propor soluções práticas para a protecção e preservação dos recursos hídricos.
Asha-Rose Migiro observou que a agricultura consome aproximadamente três quartos das reservas de água do mundo e que, na África, esta proporção se aproxima dos 90%.
"Mais de 1,4 mil milhões de pessoas vivem em bacias hidrográficas onde a sua utilização da água excede os níveis mínimos de recarga, conduzindo à seca dos rios e à depreção das águas subterrâneas", acrescentou.
A Vice-Secretária-Geral frisou que alcançar a segurança da água implica uma gestão mais eficaz dos recursos hídricos e conduz ao reforço da segurança alimentar, através de uma distribuição mais equitativa da água utilizada na agricultura e na produção de alimentos.
"Significa assegurar a integridade dos ecossistemas e promover a colaboração pacífica na partilha dos recursos hídricos, especialmente no caso de recursos fronteiriços e transfronteiriços".

(Baseado numa notícia divulgada pelo Centro de Notícias da ONU a 5/02/2009)

01/06/2009

Capoeira na Escola


Um Projeto Idealizado pelo Professor Humberto Guimarães de Abreu, Professor de Arte e que muito se dedica às atividades artísticas e culturais da cidade, sempre envolvendo os alunos da escola aonde trabalha.
Este projeto sempre teve o apoio da escola e d0s pais pois é uma grande abertura para que as crianças fiquem voltadas para atividades esportivas e saudáveis. Os custos com professor, kimonos e transporte sempre ficaram por conta da prefeitura da cidade e as aulas disponibilizadas para crianças a partir dos dois anos de idade desde que estejam frenquentando a escola regularmente.
As aulas sempre ministradas pela escola de capoeira Raizes do Brasil, escola que contempla várias unidades espalhadas pelo brasil a fora.

Projeto Capoeira

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